GAECO prende fiscal municipal e contadora por ato de corrupção

55f96ec3-1334-4960-93f7-1ecdc0a80004-improbidadedesvioO Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Estado de Roraima prendeu, na tarde desta terça-feira, 15/09, o coordenador de alimentos da Vigilância Sanitária do município de Boa Vista T.W.P.S e a contadora M.M pelo crime de corrupção passiva.

Os dois foram presos em flagrante por policiais do MPRR ao extorquir R$ 80 mil de um empresário do ramo alimentício. No final do mês de agosto, o fiscal da vigilância sanitária havia autuado duas vezes a empresa e estava exigindo a quantia para dar fim às penalidades aplicadas no valor de R$ 120 mil e R$ 250 mil.

Diante da solicitação da vantagem indevida, o empresário procurou o MPRR na última quinta-feira, 10/09, quando o GAECO deu início às investigações. De acordo com o promotor de justiça, José Rocha Neto, a vítima foi instruída a dar continuidade às tratativas e manter o MPRR informado sobre horário e local do pagamento.

“O empresário nos comunicou sobre a entrega de R$ 30 mil solicitado pelo acusado como parte do pagamento da propina, as notas foram fotocopiadas pelo MPRR, e por volta das 13h efetuamos o flagrante” explica o promotor de Justiça.

Ainda conforme José Rocha Neto, a participação efetiva da contadora foi descoberta após a prisão do fiscal. “Inicialmente ela negou o envolvimento no crime. Porém, o próprio fiscal informou que parte do valor da corrupção seria para a contadora, o que ficou comprovado através de mensagens de celular trocadas entre os acusados”, destaca o promotor de justiça.

Após a prisão, o fiscal da vigilância foi encaminhado a penitenciária Agrícola de Monte Cristo, enquanto a contadora à Cadeia Pública Feminina. Os dois aguardarão a audiência de custódia. A legislação brasileira prevê como crime de corrupção passiva solicitar ou receber, para si ou para outro, vantagem indevida. A pena pode chegar a doze anos de reclusão.

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