TCU reabre investigação sobre venda de terreno de filhos de Romero e Teresa

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (4) reabrir o processo que investiga a suposta compra superfaturada de um terreno que pertencia a dois filhos do senador Romero Jucá. A propriedade foi comprada para a construção do empreendimento Vila Jardim, do programa Minha Casa Minha Vida.

Em 2016, o TCU chegou a arquivar o processo por não ter constatado nenhuma irregularidade, mas o ministro André Luís de Carvalho decidiu propor a reabertura da investigação depois da operação Anel de Giges, da Polícia Federal

A Anel de Giges investiga suposto desvio de R$ 32 milhões com a compra superfaturada de terreno e com obras do programa Minha Casa, Minha Vida. Dois filhos de Jucá e duas ex-enteadas dele foram indiciados pela PF por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo o ministro, a unidade técnica recebeu novos documentos da PF e recomendou que a investigação fosse aberta. “Pode ter elementos que a unidade técnica não tenha tido acesso na época”, afirmou.

A assessoria de imprensa do senador Romero Jucá informou que ele não irá se manifestar sobre a decisão do TCU.

Suspeitas

Segundo as investigações, a Fazenda Recreio, em Boa Vista, que era de propriedade de dois filhos e duas ex-enteadas de Jucá, indiciados pela PF na operação, valia R$ 3,5 milhões, mas teria sido vendida para a Caixa por um valor superfaturado para a construção de unidades de moradia do programa Minha Casa, Minha Vida.

A PF informa que há documentos contraditórios sobre o valor de venda: uns citam R$ 4,5 millhões e outros, R$ 7 milhões. No local, foi construído o residencial Vila Jardim, com mais de 2 mil apartamentos populares. A obra, financiada pela Caixa Econômica Federal, custou R$ 185 milhões.

A Polícia Federal investiga as transações envolvendo a venda desse terreno e a fiscalização e aprovação pela Caixa Econômica Federal para a construção do empreendimento Vila Jardim.

No ano passado, o TCU analisou, em parte, esse caso e concluiu que não havia irregularidades na avaliação de mercado do terreno.

Segundo o tribunal, na época foi verificado que o valor pago pelo terreno foi de R$ 4 milhões e que a avaliação da Caixa mostrava que o terreno valia R$ 5,2 milhões. Diante disso o tribunal concluiu que não havia excedente de preço. Essa apuração do TCU foi feita com base nas explicações da Caixa.

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