Telmário Mota diz que proposta da reforma política não é anseio do povo

Foto/legenda: Para senador, proposta não atende interesses do povo
Foto/legenda: Para senador, proposta não atende interesses do povo

O senador Telmário Mota (PDT) discursou durante sessão no Senado sobre a reforma política em trâmite no Congresso Nacional, que segundo ele, não atende aos anseios clamados pelo povo nas ruas. O pedetista destacou que o Brasil está perdendo a oportunidade de instituir uma verdadeira transformação na política brasileira.

“A reforma política aprovada na Câmara Federal não quer outra coisa senão o esmagamento das pequenas legendas, limitando o acesso das prerrogativas partidárias somente aos gigantes políticos de sempre. Isso acaba com os pequenos partidos e dificulta o surgimento de novas lideranças”, critica Telmário.

De acordo com ele, a proposta da reforma política é fruto de discussão pequena e atende aos interesses de mesquinhos que votaram pela sua aprovação.“É literalmente enganosa, uma peça política de traição ao povo. Aocontrário do que a população deseja, a proposta aprovada endossa o financiamento empresarial junto à campanha eleitoral. Agora, as empresas podem doar até R$ 20 milhões dentro da margem do faturamento que têm”, diz.

Para o senador o aspecto inédito ainda está por vir, caso determinada empresa, que não vota, deseja privilegiar exclusivamente um partido politico.

“É uma descabida fortuna reservada às legendas majoritárias. Indiferentes aos noticiários sobre desvio de recursos da lava jato, parlamentares fingem desconhecer a conexão íntima e perversa entre financiamento privado, campanha, acordos de propinas e atos de corrupção junto ao órgão estatal”, aponta.

O senador ressalta ainda haver interesses em outro projeto do Senado em retirar os alto-falantes, amplificadores de som ou qualquer outra aparelhagem de sonorização fixa, bem como de carros de som ou trios elétricos das ruas. “Eu sei a quem interessa: aos donos das rádios, televisão e jornais. O meu Estado está cheio deles”, acrescenta o senador.

Telmário sustenta também que a reforma política tem de ser baseada em medidas sérias. “Nossos jovens não acreditam em nós. Eles pediram claramente que fizéssemos uma reforma séria, ampla, discutida e que ponha fim ao descrédito que eles têm em nossos atos; descrédito que nós mesmos nos encarregamos de fomentar”, afirma.

“Foi isso que o povo pediu nas ruas? Claro que não. O povo pediu medidas sérias. É por isso, que não frequento e mandei tirar o meu nome da comissão que estava se propondo a fazer essa reforma. Pensei que fosse uma reforma que fosse ao encontro do anseio do povo, mas é uma reforma de interesse dos poderosos”, finaliza.

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